• Da Redação

Excursões reacendem discussões sobre "turismo de um dia" em plena temporada

Através das redes sociais, fotos e videos circularam na manhã deste domingo, 12 de janeiro, exibindo centenas de turistas aguardando para fazer a travessia entre os municipios de São Sebastião e Ilhabela. Esta prática, embora respaldada pelo lei do direito de ir e vir de qualquer cidadão em solo brasileiro, não é muito bem vista pela população local.


A falta, principalmente, de infraestrutura nas praias e também de mobilidade urbana, através dos transportes coletivos apenas terrestres, são os principais pontos debatidos nas redes. Bem como a falta de conscientização e educação com o tratamento ambiental e a destinação correta de lixos e resíduos.

De um lado defende-se que, embora as praias não possuam ainda uma infraestrutura adequada para receber sequer os moradores, a legislação brasileira trata Ilhabela como qualquer outro municipio; não existindo, portanto, a possibilidade legal de impedir o acesso de tais pessoas a buscarem lazer em praias ou cachoeiras locais.


Já pelo outro lado, defende-se uma "qualidade" maior no turista que atravessa o continente à Ilhabela, buscando-se taxar e criar "dificuldades" econômicas para que apenas àqueles dispostos a consumir e, de fato, gerar renda ao comércio local, venham até mais preparados para a cidade com uma preocupação ambiental maior.


Em matéria veiculada pelo jornal Folha de São Paulo, o assunto também foi abordado e contou com a participação da Secretaria de Turismo, Bianca Colepicolo, além da opinião de outros moradores e também turistas de excursões.


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Segundo informações extraoficiais, as empresas responsáveis pelo transporte de passageiros para as excursões realizadas, são de fato regularizadas com todas as licenças necessárias para realização do serviço prestado. A discussão nas redes, embora já leve anos de "fla x flu" interminável, segue sem ainda um Norte apontado pelo poder público.

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