• Da Redação

Após reclamações, Beta Ambiental divulga novos horários de coletas


Os caminhões de coleta do lixo orgânico passaram a circular a partir das 6h da manhã em Ilhabela com o objetivo de evitar horários de pico nas avenidas de maior movimento. A orientação da empresa Beta Ambiental é que os moradores, sempre que possível, acondicionem os sacos nas lixeiras até às 7h.


Segundo informa a empresa, não há como definir um horário específico para a coleta em cada região, considerando os fatores de tráfego e eventuais necessidades de manutenção dos caminhões, mas para uma coleta mais efetiva o ideal é que o lixo seja colocado logo pela manhã. “Em todo momento estamos nos reinventando para que a coleta não atrase, levando em consideração os desafios da mobilidade em Ilhabela”, explica o engenheiro ambiental, Luan Antunes, gerente do contrato.


Os dias começam cedo com a equipe reunida para o Diálogo Diário de Segurança (DDS). Às 6h da manhã já é possível ver os caminhões nas ruas, estratégia implantada para evitar determinados trajetos em horário de pico. Os coletores se organizam para que o serviço seja mais rápido e eficiente. Para isso, um profissional segue na frente amontoando os sacos de lixo enquanto o caminhão recolhe de uma vez. “Antes de travar o trânsito, principalmente na alta temporada, nós já estamos coletando há muito tempo. Assim, quando os turistas e munícipes acessam as principais vias da cidade elas já estão coletadas”, salienta Antunes.


Nos locais de difícil acesso, a coleta é realizada com um caminhão menor que possibilita subir morros e entrar em vias mais estreitas. “Essa coleta demanda mais cautela dos coletores e por isso leva mais tempo. É importante destacar o cuidado dos trabalhadores para recolher esse lixo, mesmo usando o material de proteção individual, pois muitas vezes o lixo está descartado de forma incorreta, oferecendo risco de corte no caso dos vidros ou materiais cortantes”, orienta o engenheiro ambiental.


A Beta Ambiental trouxe inovação em diversas frentes. No setor de operação a flexibilidade para trabalhar em horários estratégicos é o grande diferencial. Na semana entre Natal e Ano Novo, de 24 de dezembro a 2 de janeiro, a empresa realizou a coleta a partir das 4h da manhã, minimizando os transtornos causados pelo excesso de lixo. Uma equipe supervisiona o serviço nas ruas para que não ocorram falhas na logística.


A tecnologia é outra aposta da empresa que equipou os caminhões com rastreadores, possibilitando o acompanhamento em tempo real do trajeto realizado por cada veículo e, portanto, garantindo agilidade nas verificações de denúncias e reclamações.


Faça a sua parte

O lixo é responsabilidade de cada indivíduo e também da sociedade. Se cada pessoa fizer a sua parte, o resultado será uma cidade mais limpa e consciente, que convive em harmonia com o meio ambiente.


Para isso, é importante entender como classificar os resíduos. A Beta Ambiental é a empresa responsável pela coleta do lixo orgânico, também classificado como lixo úmido, composto por todos os materiais que não podem ser reciclados, como restos de comida, papeis sujos e fraldas descartáveis. A empresa não recolhe os resíduos recicláveis e os entulhos volumosos, como móveis, pneus e garrafas.


Após separar os resíduos é preciso identificar e respeitar os dias certos de coleta para cada tipo de lixo. Isso evita a contaminação dos resíduos recicláveis pelo lixo orgânico e o aparecimento de animais e insetos.


Beta Ambiental

A Beta Ambiental iniciou o contrato com a Prefeitura de Ilhabela em dezembro de 2019 para coletar o lixo orgânico, o equivalente a 1.250 toneladas/mês. A empresa opera com cinco caminhões, sendo quatro compactadores e um de difícil acesso e um quadro de 35 colaboradores.


O gerente do contrato, Luan Antunes, é engenheiro ambiental e trouxe a experiência do trabalho desenvolvido na capital paulista como supervisor da limpeza pública na Zona Norte de São Paulo, respondendo por uma frota de 130 caminhões e um efetivo de mil funcionários. Também soma experiência na equipe o encarregado operacional, Roberto Francisco, com bagagem de mais de 35 anos atuando na área em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

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